Belo Horizonte, 16 de dezembro de 2018.
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Por Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Uma revolta sem rumo

Inicialmente, movimentos de esquerda radical, com o objetivo de pressionar o PT para aumentar a sua participação no “bolo”, incitaram a realização de movimentos nas ruas de São Paulo. O pretexto foi o aumento das passagens. Apenas de 20 centavos.

Este foi o estopim para o caos que se espalha pelo Pindorama. No embalo, a fúria apossou - se das classes que financiam a gastança.

A grandiosidade de estádios, alguns sem o menor propósito a não ser acobertar gastos e lucros astronômicos, como se circos luxuosos fossem, sem dúvida, colaboraram para a indignação generalizada.

De pronto, para o esculacho, manifestações que nunca penalizam seus participantes, apresentaram - se para o usufruto de sempre, os desocupados, os vân-dalos profissionais, os oportunistas que levam vantagem em tudo, os adeptos do arrastão e os ladravazes de costume.

Contudo, sem mais aquela, acorreram brasileiros que indignados com as gerências desastrosas deste País, e com a malta indecente de aproveitado-res que pululam nos três Poderes, resolveram mostrar as suas caras.

Movidos pelo desprezo de um passado de impunidades, contra uma orgia de gastos (depois da gastança que foi a viagem da dama para Roma prestigiar o novo Papa, a medida coercitiva do desgoverno foi proibir a divulgação dos gastos da ilustre zero à esquerda), altíssimos impostos e exaustos com tanta embro-mação, uma parte do populacho foi às ruas manifestar - se.

Os das “bolsas”, nitidamente, estão fora das passeatas.

Com espanto, mesmo os mais entendidos, ou não sabem o que está verdadeiramente acontecendo, apesar de alguns optarem pelo “Acorda Brasil”, e outros mais lúcidos, como uma tentativa da esquerda radical apossar - se, definitivamente, de parte do festim.

Nós, de soslaio, arriscamos de que esta será mais uma apoteose do nada.

Os políticos em geral, e os três Poderes em particular, talvez pensem duas vezes em adotar medidas que corriqueiramente sacramentam sem se preocuparem com o povo, mas nada, além disso.

Quando a poeira baixar, voltará tudo como era dantes, isto é uma mixórdia.

Nossas palavras estão estribadas, pois todos os manifestantes são contra “isto ou aquilo”, e as passagens, fatalmente, deverão ter algum rebaixamento, mas apenas isto.

Portanto, o caos será passageiro, visto que nada mudará em nosso cenário, pois não vimos a ira coletiva dirigida a qualquer patife, não execraram os lulas, as dilmas, os sarneys, nem qualquer canalha envolvido em centenas de maracutaias.

Como resumo da ópera, muito barulho, muito quebra-quebra, uma tonelada de desprestígio para as forças policiais, mas no contexto, talvez mais alertas, os patifes estão sãos e salvos.

De positivo, sentimos uma brisa de revolta, que sinaliza que a Nação pode acordar.

E acordar por si, sem subsídios de quem quer que seja, porque anseia pela liberdade, pela verdadeira democracia, que se orgulha de viver de seu trabalho, com sua dignidade intacta, e que abomina a embromação comuno-socialista que se posta à sua frente.

É isto aí meu Brasil, acorda e manda para alhures, de preferência para o xadrez, as conhecidas figuras que patrocinam a preservação de um País sem futuro e atrelado a falsos valores.

Preconizamos em breve, não a revolta sem rumo, mas manifestações com objetivos que redundem na punição de culpados e no seu afastamento do cenário nacional (como os “mensaleiros”, por exemplo).

Oxalá tenhamos a ventura de assistir ao despertar da Nação, de olhos bem abertos para apontar e afastar com determinação os causadores do retrocesso moral e financeiro em que vivemos.

Brasília, DF, 20 de junho de 2013. 

Valmir Fonseca Azevedo Pereira
General da Brigada
Presidente do Ternuma
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