Belo Horizonte, 24 de maio de 2019.
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Por Ivan Frota
Importação de médicos
Alerta ao povo brasileiro

No último pronunciamento público, por ocasião das manifestações em inúmeras cidades do País, a Presidente da República reconheceu a legitimidade das queixas da população em relação às impropriedades e às omissões governamentais. 

Nesse mesmo discurso, entretanto, Sua Excelência confirmou a intenção de autorizar a imigração de milhares de médicos estrangeiros (cubanos) para atuar nas cidades mais carentes do interior do País.

Assusta-nos essa estranha iniciativa, a qual representa uma verdadeira invasão de profissionais estrangeiros de capacidade e intenções não bem definidas, desprezando, tacitamente, a implantação de um programa autóctone, de médio e longo prazos, que poderia suprir as mesmas carências.

Sabe-se que o vizinho País, mercê de sua pequena população, tem a capacidade de produção média, anual, de cerca de 300 médicos, o que demandaria medidas excepcionais para acelerar essa formação, não se sabe com que qualidade, a fim de atender a tal necessidade emergencial.

O perigo maior é que esse projeto possa envolver objetivos não declarados de influenciação gradativa no comportamento político dessas populações simplórias e menos favorecidas do interior.

Observa-se, também, que os profissionais seriam recrutados no único país do mundo que, atualmente, ainda vive em um regime plenamente socialista, sob um sistema absolutista de governo.

São fatores adicionais de apreensão os ensinamentos do filósofo comunista Antonio Gramsci, que preconiza a conquista do poder integral de uma nação por meio da mudança de mentalidade das pessoas, submetendo-as a um tratamento pedagógico gradativo.

Ensina o referido filósofo que, primeiramente, é necessário conquistar a mente das pessoas para, depois, conseguir-se o poder total. Essa é a essência dos ensina-mentos deixados por Gramsci (Jan 1891 a Abr 1937), nos seus “Cadernos do Cárcere”.

Dessa forma, surgem sérias dúvidas sobre as verdadeiras intenções dessa esdrúxula importação de médicos e se ela não seria a configuração de um “Cavalo de Tróia” do século XXI.

Todos esses fatos levam à certeza de que a sociedade brasileira deve ficar especialmente vigilante para protestar, com veemência, contra a consecução dessa medida, não permitindo que ela seja consumada

Editorial da Revista Aeronáutica nº 283 – Abr-Mai-Jun/ 2013.

 

 

Ivan Frota
Presidente da Academia Brasileira de Defesa e do Clube de Aeronáutica
Tenente Brigadeiro do Ar
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