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Academia Brasileira de Defesa

Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 2013

Excelentíssimo Senhor Presidente das Organizações Globo

A Academia Brasileira de Defesa vem parabenizá-lo pela publicação oficial dos Princípios Editoriais das Organizações Globo, de 6 de agosto de 2011, e exaltar a frase assinada por toda a presidência, ao afirmar, no documento, que o que nele está escrito é um compromisso com o público, que agora assinamos em nosso nome e de nossos filhos e netos”. Com efeito, a superlativa importância dada ao texto vem indelevelmente assinalada como um juramento e um testamento perante o Brasil e sua própria família por diversas gerações. Tem caráter pétreo.

Outrossim, destacamos um trecho de altíssima relevância moral, ética, deontológica e profissional, segundo o qual, pratica jornalismo todo veículo cujo propósito central seja conhecer, produzir conhecimento, informar. O veículo, cujo objetivo central seja convencer, atrair adeptos, defender uma causa, faz propaganda. Um está na órbita do conhecimento; o outro, da luta político-ideológica. Um jornal de um partido político, por exemplo, não deixa de ser um jornal, mas não pratica jornalismo, não como aqui definido: noticia os fatos, analisa-os, opina, mas sempre por um prisma, sempre com um viés, o viés do partido. E sempre com um propósito: o de conquistar seguidores. Faz propaganda. (...) As Organizações Globo terão sempre e apenas veículos cujo propósito seja conhecer, produzir conhecimento, informar. 

Como regra geral, as Organizações Globo são fiéis a essa definição. Contudo, a violência moral contra a dignidade das Forças Armadas Brasileiras tem sido uma invariante em todos os seus veículos, sem que civis e militares possam manifestar-se pelo contraditório, com argumentação crítica dos pontos de vista filosófico, histórico, científico e político.

Há décadas, as forças subversivas do totalitarismo comunista vêm agindo para a tomada absoluta do poder, mas, simultaneamente, encontraram forte resistência na sociedade civil, nas Forças Armadas e na própria imprensa, cujo símbolo maior é o Jornal O Globo, seguido da TV Globo. 

 

Ao Excelentíssimo Senhor  Doutor Roberto Irineu Marinho

MD Presidente das Organizações Globo

A maior representante da subversão aos Princípios Editoriais dentro das Organizações Globo é a funcionária Miriam Leitão, cuja atividade terrorista na tenra juventude, pelo Partido Comunista do Brasil, de linha albanesa-maoísta, a mais extremista do mundo à época, a conduziu à prisão por seis meses no Estado do Espírito Santo. Ainda que, hoje, convertida espontaneamente à concepção liberal do Estado de Direito, vem, sistematicamente, escrevendo em O Globo e veiculando “reportagens” na Globo News, com a mesma índole do seu passado, como que para limpá-lo da vergonha, mas, agora, praticando terrorismo moral contra o Estado Brasileiro, ao agir como líder contra as Forças Armadas do País. Não mais usando armas de guerra, como as exibidas fotograficamente em sua entrevista ao Programa do Jô, mas as armas da ofensa moral. Uma das estratégias das forças totalitárias de hoje é produzir o que passou a se chamar “escracho”, ataques de terrorismo moral contra cidadãos e instituições, antessala histórica do terrorismo físico. As próprias Organizações Globo poderão ser vítimas, em futuro breve, do Levante Popular da Juventude.

Concluindo, vimos solicitar da presidência das Organizações Globo o respeito à dignidade das Forças Armadas Brasileiras, aos seus Princípios Editoriais e à memória de todos os brasileiros e brasileiras que, no passado, lutaram para impedir o assalto ao poder, pelas forças totalitárias comunistas, e garantir a Liberdade no Brasil.
Atenciosamente, em nome do Corpo de Acadêmicos.

 


Ivan Frota – Presidente

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