Belo Horizonte, 16 de dezembro de 2018.
Principal / Venezuela e Colômbia, sob o jugo dos ditadores Castro
Por Graça Salgueiro
Venezuela e Colômbia, sob o jugo dos ditadores Castro
A interferência comunista, ao gosto pessoal dos irmãos Castro, influencia perigosamente a política sul-americana. O desrespeito às próprias leis, obedecendo aos mandos de Cuba, joga a soberania e a justiça de países submissos na lata de lixo.

Em 9 de dezembro de 2012, o ditador Hugo Chávez fez um pronunciamento informando que deveria voltar a Cuba para realizar outra cirurgia, uma vez que o câncer que o acometia há alguns anos havia regressado. Nesse pronunciamento, Chávez admite a possibilidade de não voltar em condições de tomar posse do seu novo mandato ou de morrer antes disso. Pede aos seus seguidores que, se isto ocorrer, elejam Nicolás Maduro para que a “revolução bolivariana” possa seguir seu curso.

Chávez sabia, como todos na Venezuela, que seu então mandato se extinguiria em 10 de janeiro de 2013, assim como a Vice-Presidência, todos os ministérios e cargos do poder judiciário, e que nesta data ele deveria se juramentar para o novo período ante a Assembléia Nacional (AN) ou, em caso de impossibilidade, ante o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Isto é o que reza a Constituição. Reza também na Carta Magna que, se o presidente eleito não estiver em condições físicas ou psicológicas de tomar posse, ou ainda renunciar, o presidente da AN assume a presidência da República e convoca novas eleições para 30 dias depois.

Ocorre que a saúde de Chavez piorou muito - ou ele morreu - e no dia 10, mesmo sem apresentar um boletim médico oficial atestando sua incapacidade física de juramentar-se, Nicolás Maduro, que naquele dia também encerrava suas funções como Vice-Presidente, convoca uma mega manifestação na AL, convida mandatários dos países aliados da ALBA e do Foro de São Paulo e anuncia perante uma multidão em histeria coletiva que o TSJ endossara seu pedido de “adiar” a posse, alegando que a prescrição da data era apenas um “formalismo” e que Chávez se juramentaria “quando estivesse em condições”.

Assim, a Nomenklatura chavista deixou bem claro que as leis são meros “formalismos burgueses” e que a Constituição, escrita pelo próprio chavismo, não necessita ser cumprida ou respeitada por eles. A presidente do TSJ, Luisa Estella Morales, que já fora exonerada do cargo três vezes por “vender sentenças”, apressou-se em assinar a aposentadoria de 6 magistrados para que não pudessem interferir na decisão inconstitucional, e ela mesma, que deveria deixar o cargo em 10 de janeiro, pudesse seguir usurpando o cargo e validar a ilegalidade.

A oposição fez uma denúncia à OEA sobre a violação ocorrida mas seu Secretário Geral, o comunista José Miguel Insulza, lavou as mãos e convocou uma assembléia ordinária. Nesta reunião, apenas o embaixador do Panamá apontou a irregularidade e exigiu que se cumprisse a Constituição, o que lhe rendeu uma demissão do cargo. O embaixador do Canadá sugeriu enviar uma comissão à Venezuela mas foi voto vencido e todos os demais, dependentes dos petro-dólares de Chávez, acataram a usurpação coletiva de funções de todos os que hoje mandam na Venezuela.

E de onde vêm todas estas decisões? Tudo está sendo controlado desde Havana, das ordens emanadas dos irmãos Castro. Dos Castro é que vêm documentos assinados por um Chávez enfermo de UTI. Foi deles que veio a nomeação de Elías Jaua como novo Chanceler e Maduro como Vice-Presidente de um cargo que não foi efetivado. É dos Castro a decisão de enviar mais de 4.500 militares para controlar tudo o que ocorre na Venezuela. Mas é dos Castro, também, o controle sobre os “acordos de paz” entre as FARC e o governo da Colômbia.

Quando Honduras e Paraguai depuseram seus presidentes, rigorosamente dentro do estabelecido por suas Constituições, o Brasil encabeçou a condenação desses países punindo-os com o não-reconhecimento dos novos presidentes. Naquela ocasião, como hoje na Venezuela, as leis foram violadas para favorecer seus camaradas. Entretanto, no encontro do CELAC que ocorre este fim de semana no Chile, um dos maiores violadores de leis e desrespeito à dignidade da pessoa humana, que é Cuba, recebeu o ditador Raúl Castro com honras de chefe de Estado e no domingo o presidente Sebastián Piñera passa a presidência pró-tempore da organização ao ditador cubano. Ao Paraguai, entretanto, foi vetada a participação.

Como se pode ver, o poder dos irmãos Castro segue de vento em popa em toda a região, fazendo com que até democracias como Colombia e Chile se curvem reverentes ante suas botas e mãos manchadas com o sangue de milhares de vítimas.

Palavras-chaves: Venezuela, Colôbia, ditadura, Castro, Cuba, Hugo, Chávez
Graça Salgueiro
É jornalista independente, estudiosa do Foro de São Paulo e do regime castro-comunista e de seus avanços na América Latina, especialmente em Cuba, Venezuela, Argentina e Brasil. É articulista, revisora e tradutora do Mídia Sem Máscara e proprietária do blog Notalatina.
Copyright © 2013-2015. Todos os direitos reservados.