Belo Horizonte, 16 de dezembro de 2018.
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Por Aristóteles Drummond
É preciso atenção
Nada nos leva a olhar para 2013 com otimismo em relação ao Brasil. Ainda mais, sem oposição!

A crise que afeta os EUA e a União Européia têm uma explicação muito simples e serve para meditação dos brasileiros, que só agora começarão a sentir os efeitos das dificuldades que vem abalando o mundo e que o ex-presidente Lula chegou a denominar de “uma simples marolinha”.

A quebra nos maiores mercados do mundo, de maior tecnologia e qualidade de vida, tem o mesmo mal: governos de esquerda nos EUA e na Europa, impostos altos, distribuição de benesses, sem a contrapartida na produtividade. Para os EUA, a superação pode ser mais rápida, pois o governo pouco influi na economia, além de possuir recursos minerais importantes, como carvão de qualidade, petróleo e gás. E o governo está aliviado de despesas militares, como as com a ocupação do Iraque. Na Europa, é mais difícil, uma vez que as esquerdas sofrem grande influência dos comunistas, treinados para ações de rua violentas e, depois de derrotarem as esquerdas, agora protestam contra a austeridade. E tudo pode voltar, como ocorreu na França, que elegeu este movimento a mediocridade.

Não existe fórmula mágica. Emitiram títulos soberanos, deram corda aos bancos, benefícios sociais fora da realidade econômica e países sem maiores recursos naturais – Grécia, Portugal e Espanha – perderam o pé. E terão de pagar, que é o mal menor. O calote os isolaria com graves consequências.

Nada nos leva a olhar para 2013 com otimismo em relação ao Brasil. As despesas públicas têm aumentado muito, a folha de pessoal nem se fala, com dezenas de milhares de nomeações políticas, programas sociais que estimulam o emprego informal, muita corrupção, que assusta investidores daqui e de fora. A mais, um país que demonstra certa imaturidade com briga entre poderes, proteção a indiciados em inquéritos policiais, a condenados criando um clima hostil à prioridade do crescimento econômico com ordem e competência. E o grande vexame de crescermos menos do que nossos vizinhos, menos o Paraguai e mesmo assim por causa da seca que abalou sua agricultura.

O caso do Egito é flagrante da incoerência e da falta de orientação na condução dos negócios públicos e no controle dos chamados movimentos populares, que, na verdade, são minorias mais organizadas e barulhentas. O presidente eleito, radical, anulou as Forças Armadas como Poder Moderador e já teve de apelar ao Exército para que a paz e a segurança voltassem a reinar no Cairo.

Os empresários têm uma parcela de culpa nesse quadro de incertezas. O próprio presidente da FIESP andou gastando dinheiro para defender o que todos querem, que são tarifas mais baixas de energia. Mas, ao invés de propor objetivamente a queda nos preços pela contenção dos impostos, como fez o senador Aécio Neves, simplesmente ataca empresas que deveria, por ofício, defender que são os direitos de acionistas e investidores institucionais, que levaram um surpreendente tombo em seus valores aplicados no setor de energia elétrica.

Está faltando ordem e

cobranças na praça!!!

E pode faltar luz!

Palavras-chaves: atenção, 2013, oposição, otimismo, crise, EUA, europa
Aristóteles Drummond
aristotelesdrummond@mls.com.br
Jornalista - Vice- Presidente da ACM/RJ
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